sexta-feira, 14 de março de 2008

... obrigada... grande homenagem...

Avô que me criaste onde estás?
Sou pedaço de terra sem vida
Sou um templo, uma arte destruída
como um giz que se desfaz
Num quadro negro, reflexo da minha ferida...
Dá-me vida... dá-me água, dá-me paz!
Tua memória por aqui, falta... ainda se faz...

Desejo o teu colo de quando era criança
As tuas palavras sábias que me ensinam
que me transmitem calma e confiança...
Sabes, nem a doença maligna, o teu amor venciam
Deixa-me voltar atrás e prende-me em segurança
Não me deixes voltar ao futuro!
É por ti que me perco e sensuro
Que dor não poder voltar ser criança
Maldito tempo... maldito muro...

Agora só me resta seguir cada conselho teu
e seguir em frente
Vencer cada problema como se tratasse dum pigmeu
É o meu coração que por ti sente
Avô querido... Avô meu...