segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

sábado, 10 de outubro de 2009

6 verdades da vida

1. Tu nao consegues tocar com a lingua em todos os dentes que tens.

2. Todos os idiotas, depois de lerem a primeira verdade, tentam tocar com a lingua em todos os dentes.

3. E descobrem que a primeira verdade é mentira.

4. Agora estás a sorrir porque és idiota.

5. Continuas a pensar como foste tão idiota.

6. Continuas com um sorriso idiota na cara.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Estórria do Setubalense (Áua soçe ná pai pó nosso dialete)

Labutes, a cidade onde ê nasci têm o dialéte más benito de todo o Perrtegal.
Temes uma data de bairres em que se fálã dialétes diferrentes. O nosse clube é o VItÓrria, que na é grrande, é enorrme! Ma depos o rai dos jegadorres ficãn todes à babuje e na há mei de marrcá gôles. O pove vai tode verr os jogues e há uma clác que grrita "VAMES EMBORRA VITÓRRIA!", mas norrmalmente depois só batem do bombe trrês vezes.
Se a mei dum jogue porr acaze óvérr perrada, o prrimeirro a levarr é o arróles. Fica logo arrepêze de terr aberrte a bocã!
- AúA! Apá Sóce!
Em miúdes arranjãn-se amigues nas turrmas do cicle, a quemerr rabeçadinhes e rájás , a jegarr ó begalhe - (MARRALHAS!!) - e ó piã; a brrincárr co bichaninhas e bufas de lobe do Carrnaval.
Com dezasseis anes arranjam uma bessiclete a motorr paírr pó liceu. Mais tarrde o pessoal quenhéce-se nos balhes das escolas e já na se deslarrga. As gajinhas começem a temárr a pírrela.
Já depois dos trrinta, tudo com grrande cafetêrras e já cáse sen saguentarr denpé, a atrravesárr o Abusrrde e a verr as vistas, como se tivesse a andarr de ferribote, pa trrás e pá frrente, tipo fega, de volta das solteirronas à caça de bêbades (ajuntãn-se a sorrte grrande e a terrminação).
Lá em Labutes temos inemigues morrtais: os cagalêtes de Sesimbra e os Carraméles de Palmela. São aqueles que dizem a todágente que mórram em Setúbal, cando verrdade são dos arrebáldes. Quando nos encontrrames faz semprre faíscã e há semprre alguém a atiçarr pándarr à mócáda - enhagórra!
Todá gente que lá vai pensa que só se come chôque frrite, carrapaus e sarrdinha. Sabem o que é uma Esquilhã? Um charre do alte? umas irrozes? uns encharroques? Têm que irr Àalóta!
Apanha-se a caminéte nos Béles, que à noite tá chei de gajinhas enquelhidas de frrio áborrdarr os carres. Os carres parrem e fiquem ali a empacharr, a discutirr quantes marréis são, porrque são fómícas. O pessoal tem mede de se espatarr, mas nunca desólhã e conduz com cuidade.
A nha terra é a má linda e não há em lade nenhum um ri azul igual ó meu! (e na me venhem com essa estórria de marrgem sul, que nós têmes o nosse prróprrio rio e nã prrecizames do rio de ninguéin parra nos lecalizarrmes!).

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

"Normose"

Toda a gente se quer encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está bem e de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está a passar por algum problema. Quem não se "normaliza", quem não se encaixa nesses padrões, acaba doente. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes de pânico e outras manifestações de não-enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento que "exercem" tanto poder sobre nossas vidas?

Nenhum João, Zé ou Ana bate à tua porta e exige que sejas assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados.

A normose não é brincadeira.
Estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser. Tu precisas de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Então, como aliviar os sintomas desta doença?


Um pouco de auto-estima basta.

Pensa nas pessoas que mais admiras: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.
Criaram o seu "normal" e deitaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é porque estão a sofrer. E se estão a sorrir, é porque a alma lhes é iluminada.

Por isso divulguo o alerta: a normose está a doutrinar erradamente muitos homens e mulheres que podiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

DEFICIÊNCIAS - Mário Quintana

'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui .
'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
'Surdo' é aquela que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
'Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
'Diabético' é quem não consegue ser doce.
'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

' A amizade é um amor que nunca morre. '

sexta-feira, 20 de março de 2009

Falling in love is like...

when you were little spinning around very fast and thinking you were going to fall...
that's what falling in love feels like.
only you wouldn't fall because he's there to catch you!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

TU

Estava deitada na minha cama a pensar incessantemente no que nos aconteçeu.

As coisas correm bem, as coisas correm mal, mas no fundo estás sempre presente.
És como um ladrão que assalta a minha mente.
Vens de noite, sorrateiro, entras sem pedir licença, e assaltas-me.
Mas uma parte de ti quer ficar.
Sei que me olhas nos olhos. Sei que beijas os meus lábios.
Quando acordo, já foste embora a muito. Mas sei que aqui estiveste.
Pois o meu coração dói. Foste tu, que me devolves-te mais um bocadinho.

E todas as noites voltas e colocas mais um pouco do meu coração. E dói... Dói tanto!

Mas quando o meu coração palpitante por ti já estiver inteiro no meu peito, quando voltares a colocar o ultimo pedaçinho que era teu, que guardaste escondidinho porque eu te dei, porque o meu coração era teu, quando eu estiver completa novamente, pergunto-me...

Será que ainda vens ver-me todas as noites?