Estava deitada na minha cama a pensar incessantemente no que nos aconteçeu.
As coisas correm bem, as coisas correm mal, mas no fundo estás sempre presente.
És como um ladrão que assalta a minha mente.
Vens de noite, sorrateiro, entras sem pedir licença, e assaltas-me.
Mas uma parte de ti quer ficar.
Sei que me olhas nos olhos. Sei que beijas os meus lábios.
Quando acordo, já foste embora a muito. Mas sei que aqui estiveste.
Pois o meu coração dói. Foste tu, que me devolves-te mais um bocadinho.
E todas as noites voltas e colocas mais um pouco do meu coração. E dói... Dói tanto!
Mas quando o meu coração palpitante por ti já estiver inteiro no meu peito, quando voltares a colocar o ultimo pedaçinho que era teu, que guardaste escondidinho porque eu te dei, porque o meu coração era teu, quando eu estiver completa novamente, pergunto-me...
Será que ainda vens ver-me todas as noites?