domingo, 21 de fevereiro de 2010

Olá, Solidão.

Aprendi, à custa de lágrimas, agumas definições de solidão.
Solidão é amar e não ter esperanças de ser correspondido.
Solidão é querer muito a alguém que nos quer um pouco menos.
Solidão é esperar um pouco mais de alguém que nos oferece um pouco menos do que poderia oferecer.
 Estou a aprender o amargor da solidão, embora tenha apenas vinte anos, tudo por causa de uma procura que, às vezes, dá em nada.
 Eu tenho que admitir que, às vezes, tenho medo, muito medo de não encontrar alguém no meu caminho e ser obrigada a caminhar só, quando o mundo inteiro me espera de braços abertos e me fala tanto de amor.
 Procuro um amor que não morra, e quando descubro que tantos amores morrem, começo a sentir o peso da solidão que se aginganta e, de pequena coisa que era, se transforma em mil pessoas.
 Solidão é sorrir, esperando um sorriso e receber um olhar de compreensão, mas não uma resposta.
Há muitos jovens nesta minha solidão.
 Um jovem é essencialmente um romântico. Até mesmo quando procura a dissipação. O vazio conduz ao apelo e é por isso que tiramos proveito das pessoas que dizemos amar - porque ainda não descobrimos que a soidão se faz de ausências disfarçadas...
 O Homem é sempre um solitário, porque nasce para viver no meio de outros, mas não consegue fazer parte do outro.
 Talvez um dia eu me encontre nos olhos e no sorriso de alguém que queira e esteja disposto a caminhar a meu lado. Penso que a solidão é o preço do crescimento do amor.
A minha avó sofre uma solidão diferente da minha.
A dela tem passado, a minha tem futuro.

OLÁ, SOLIDÃO!

Quando é que deixarás que eu seja eu mesma?

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