quarta-feira, 3 de março de 2010

Comboio

Eu gosto de andar de comboio - frase um bocado infantil, mas como não quero elaborar e dizer "a minha pessoa aprecia curtas ou longas viagens no transporte público denominado «comboio»", fica assim.

Gosto. E admito. É daqueles poucos momentos na vida de estudante em que se pode pensar a sério. Sem confusões, sem medo, com a única pressão de não pensar demais para não esquecer a paragem em que se sai.
O autocarro também é assim. Não gosto tanto, mas come-se.

O que eu não gosto mesmo, aliás, não suporto, odeio e rogo pragas, são aquelas pessoas que falam alto nos transportes públicos. Seja ao telemóvel ou com a vizinha do lado. É transporte público mas calma lá!! Que interesse tenho eu em saber que aquela mulher foi trocada ou que aquele rapaz começou ontem a tirar a carta?! Alguém que me explique, porque devo ser muito estúpida para entender...

É que se ainda fosse uma conversa com um mínimo de conteúdo informativo, OK. Mas são coisas tão... ARGH! O meu cérebro começa a latejar e as náuseas tornam-se uma constante.
Hoje foi um desses dias. Ia eu feliz e contente, a falar com os meus botões, no comboio. Última estação - Oriente. Nº de paragens restante: 7.
Entra um rapariga que, curiosamente, se senta à minha frente. Daquelas miudas do secúndário que são muito más mas chegam a casa e choram baba e ranho (visão nojenta). E eu penso "porque é que me calha sempre a mim?!". A rapariga foi, durante 7 paragens, e sublinho o 7, a falar ao telemóvel. Tudo bem até aqui, não fosse o facto de eu já ter o iPod no volume máximo e continuava a ouvir a miuda!!

God damn -.- quem disse "deus abençoe as criancinhas" devia sufocar no seu próprio mijo, e seguidamente ser empalado. (dia não, nota-se?)

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